Milhares de manifestantes pró-militares se reuniram ontem na capital sudanesa, Cartum, pedindo a dissolução do governo de transição liderado pelo primeiro-ministro Abdullah Hamdok.
Isso aconteceu dias depois que os manifestantes pró-militares iniciaram uma concentração perto do Palácio Republicano, convocando os militares para assumir o poder total e a formação de um governo de tecnocratas.
Enquanto isso, a polícia sudanesa impediu um grupo de manifestantes de entrar na sede do governo onde Hamdok realizou uma reunião de emergência para discutir a crise política, que ele havia descrito como a “pior” desde a derrubada do regime do Presidente Omar Al-Bashir em 2019.
“Viemos aqui para derrubar o governo civil, porque ele falhou, e para pedir aos militares que assumissem este período de transição”, disse Taher Fadl Al-Mawla, um manifestante, à AFP.
Entretanto, os opositores dos protestos acusam a liderança do exército e das forças de segurança de organizar os protestos e dizem que a concentração é um “golpe” em um país que já vivenciou muitos golpes.
LEIA: Hamdok propõe roteiro para acabar com a crise política no Sudão
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