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Líbano quer retomada de plano financeiro para negociações com o FMI

Michel Aoun, presidente do Líbano, fala em um vídeo pré-gravado durante a Assembleia Geral das Nações Unidas via transmissão ao vivo em Nova York, EUA, na sexta-feira, 24 de setembro de 2021. [Michael Nagle / Bloomberg via Getty Images]

O presidente do Líbano, Michel Aoun, pediu hoje à empresa Lazard para continuar seu papel de assessoria financeira na preparação para a retomada das negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), relata a Reuters.

Aoun fez seu pedido enquanto recebia uma delegação da empresa, disse um comunicado na conta oficial da presidência no Twitter.

O Líbano está lutando contra um colapso econômico profundo que viu sua moeda perder cerca de 90 por cento de seu valor no ano passado e empurrou três quartos de sua população para a pobreza.

Lazard é a empresa que esboçou o plano original de recuperação financeira para o Líbano antes que as negociações do FMI parassem no ano passado.

Aoun enfatizou durante a reunião que o plano deve ser revisado para fortalecer a posição do Líbano durante as conversas, visto que os números mudaram em mais de um ano.

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O primeiro-ministro, Najib Mikati, disse na segunda-feira que iria discutir em uma reunião com Lazard como o plano poderia ser desenvolvido em uma visão “mais realista” para tirar o país da crise.

No plano de resgate de Lazard, originalmente elaborado para ajudar o governo anterior, foram identificadas perdas de cerca de US$ 90 bilhões no sistema financeiro.

Mas o plano foi derrubado por objeções dos bancos, que disseram que isso os fez pagar muito da conta para o colapso, além da oposição do banco central e da elite política governante que colocou o Líbano em sua crise.

Um acordo sobre a distribuição das enormes perdas no sistema financeiro, o principal obstáculo durante as negociações do ano passado, é visto como fundamental antes da retomada das negociações com o FMI.

O ministro da economia do Líbano disse ontem que o setor bancário do país, banco central e outros jogadores em seu sistema financeiro estavam trabalhando em “harmonia” para concordar sobre o tamanho e distribuição das perdas sofridas durante a crise econômica.

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