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Líbano aprova financiamento à importação de combustíveis

Fila de carros em um posto de combustível na rodovia Beirute-Sidon, ao sul da capital libanesa, 24 de junho de 2021 [Joseph Eid/AFP via Getty Images]

O premiê em exercício do Líbano, Hassan Diab, aprovou hoje (25) uma proposta para financiar importações de combustíveis sob a taxa de 3.900 liras libanesas para cada dólar, ao invés do índice prévio de 1.500 liras, em meio à deterioração da crise no país.

As informações são da agência Reuters.

A menor taxa de câmbio, que efetivamente diminuirá o subsídio ao produtos combustíveis, deve aumentar o preço da gasolina e derivados de petróleo aos consumidores, mas permitir ao governo que mantenha o fornecimento por um período maior.

O Líbano enfrenta uma crise financeira descrita pelo Banco Mundial como uma das piores depressões da história moderna. A escassez de combustíveis nas últimas semanas forçou os motoristas do país a enfrentarem horas de fila por alguns poucos litros.

O programa de subsídio libanês — introduzido em 2020, ao custo de US$6 bilhões por ano, como resposta ao colapso econômico e à deterioração das condições de vida — cobre produtos essenciais, como trigo, remédios e outros.

Metade do valor é destinado à obtenção de combustíveis.

O Banco Central do Líbano solicitou ontem ao governo que conceda uma base legal para obter acesso às suas reservas mandatórias de moeda estrangeira, a fim de subsidiar as importações de combustíveis, indício de que as principais reservas do país estão esgotadas.

As reservas mandatórias — depósitos de moeda forte feitos por credores locais no Banco Central — representam uma porcentagem do fluxo de capital dos consumidores no país e não costumam ser sacadas salvo circunstâncias excepcionais, sob autorização legal.

As reservas de moeda estrangeira do Líbano chegaram a pouco mais de US$15 bilhões em março. O Banco Central não atualizou seus números desde então.

LEIA: Como aconteceu o colapso financeiro do Líbano?

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