Tunísia entre os países árabes mais afetados por ciberpirataria

Página do Facebook em um laptop, em um café do Cairo, Egito, 27 de janeiro de 2011 [Peter Macdiarmid/Getty Images]

Um relatório russo de segurança cibernética, desenvolvido pela empresa Kaspersky, revelou que diversos países árabes sofreram recentemente uma onda de ataques de pirataria online.

Segundo dados compilados entre novembro de 2019 e outubro de 2020, Tunísia, Argélia, Líbia, Catar, Marrocos e Somália estão entre os vinte países onde usuários de internet enfrentam maior risco de exposição a pirataria ou invasão digital.

A Tunísia foi classificada no primeiro lugar em todo o mundo quanto à vulnerabilidade potencial dos internautas locais, em proporção ao número de usuários, com exposição de 18.27%. Em seguida, Argélia com 16.42% e Mongólia com 15.94%.

A Líbia ficou em sexto lugar (14.25%); Catar em 15° lugar, seguido imediatamente por Marrocos; e Somália na 20° colocação.

A lista inclui outros países árabes que sofreram modalidades distintas de ameaças ou atentados digitais, incluindo Iêmen, Sudão e Síria.

Entre os dez países mais vulneráveis a ataques de ransomware ou cavalo de Tróia, está Bangladesh em primeiro lugar, seguido por Moçambique e Turcomenistão, com Sudão na 9° colocação no ranking global.

Entre os países mais expostos a ameaças cibernéticas no setor bancário, sobretudo vírus em caixas eletrônicos e terminais de pagamento, está o Uzbequistão (1°), Turcomenistão (2°), Tajiquistão (3°), seguidos por Iêmen (6°) e Síria (8°).

Ao longo da preparação do relatório, a Kaspersky detectou 21 novas famílias de ransomware, espécie de vírus digital que bloqueia e sequestra o sistema, frequentemente em troca de um resgate em criptomoedas.

Vírus do tipo cavalo de Tróia foram utilizados para atacar 549.301 usuários autênticos em todo o mundo, incluindo 12.630 usuários ligados a grandes corporações e 15.940 usuários associados a pequenos e médios negócios.

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