A Corte Administrativa da Tunísia começou a analisar uma disputa legal entre a presidência e parlamentares para reorganizar o gabinete de governo.
“O governo solicitou a opinião da corte sobre os aspectos legais relacionados à remodelação do gabinete, dado que temos jurisdição para fornecer uma opinião consultiva”, declarou hoje (9) Imad al-Gabri, porta-voz da corte, à agência Anadolu.
O pedido relaciona-se à disputa em curso com a presidência sobre a condução do “juramento constitucional” dos novos ministros, aprovados pelo parlamento em 26 de janeiro.
O porta-voz, porém, reiterou que a opinião da corte não é vinculativa.
Na sexta-feira (5), o Primeiro-Ministro da Tunísia Hisham El-Mechichi exortou publicamente o Presidente Kais Saied a estabelecer um prazo para que os novos ministros façam o juramento e assumam os cargos no governo.
Saied, porém, opôs-se às medidas impostas pelo novo pacto de governo, ao argumentar que carecem de fundamento constitucional, e expressou reservas em relação a alguns ministros.
LEIA: Central sindical da Tunísia pede que novos ministros renunciem para acabar com a crise
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