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Reino Unido critica Israel pela aprovação de novos assentamentos

O secretário de Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, em Londres, Reino Unido, em 29 de janeiro de 2020. [İlyas Tayfun Salcı/Agência Anadolu]
O secretário de Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, em Londres, Reino Unido, em 29 de janeiro de 2020. [İlyas Tayfun Salcı/Agência Anadolu]

O secretário de Relações Exteriores britânico criticou a decisão de Israel de construir milhares de novas unidades habitacionais para colonos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, alertando que isso coloca em risco uma solução viável de dois Estados.

“O Reino Unido tem repetidamente instado Israel a acabar com a expansão dos assentamentos ilegais na Cisjordânia”, tuitou Dominic Raab na quinta-feira (21). “A decisão de prosseguir com novos assentamentos em Givat HaMatos [um bairro de Jerusalém] separa os palestinos em Jerusalém Oriental de Belém e ameaça a viabilidade de uma solução de dois estados”.

Sua declaração foi feita depois que o governo israelense aprovou no início desta semana a construção de 2.572 novas unidades habitacionais para colonos judeus nos territórios palestinos ocupados de Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.

Apesar das repetidas advertências dos aliados de Israel contra a construção de assentamentos na Cisjordânia – todos ilegais segundo a lei internacional – o governo de Netanyahu continuou a avançar com a construção. Enquanto elogia o chamado “processo de paz”, Israel quer colonizar o máximo possível de terras palestinas.

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A crítica de Raab vem um mês depois que a Grã-Bretanha listou Israel e a cidade de Jerusalém como uma entidade única em sua atualização dos corredores de viagens, após pressão do lobby pró-Israel. Isso foi feito apesar da posição oficial do Reino Unido contra a expansão de assentamentos ilegais apenas para judeus e a favor da solução de dois estados.

A combinação oficial de Israel e a cidade sagrada quebra o protocolo de longa data de reconhecimento de Jerusalém como uma cidade internacional ocupada por Israel e que foi anexada – ilegalmente – pelo estado de ocupação. Além disso, Jerusalém Oriental está reservada para ser a capital de um estado independente da Palestina.

A Itália também criticou a decisão de Israel de aprovar as novas unidades de assentamento. França e Arábia Saudita condenaram o sinal verde para milhares de unidades no início deste mês.

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