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Presidente do Parlamento da Tunísia mantém cargo após voto na câmara

Presidente do Parlamento da Tunísia Rached Ghannouchi, em Túnis, capital da Tunísia, 18 de janeiro de 2020 [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]
Presidente do Parlamento da Tunísia Rached Ghannouchi, em Túnis, capital da Tunísia, 18 de janeiro de 2020 [Yassine Gaidi/Agência Anadolu]

Nesta quinta-feira (30), o Presidente do Parlamento da Tunísia Rached Ghannouchi manteve seu cargo após sobreviver a votação na câmara, reportou a agência Anadolu.

Parlamentares de seu partido Ennahda celebraram o resultado que permitiu a Ghannouchi continuar o mandato de 2020 a 2024.

“Obrigado pela confiança. A Tunísia, a revolução e a legitimidade triunfam”, tuitou Ghannouchi.

Anteriormente, ainda na quinta-feira, o parlamento tunisiano deu início a votação fechada sobre Ghannouchi, líder do partido com ampla maioria.

O Bloco Democrático (Corrente Democrática e Movimento Popular; com 38 assentos), o Tahya Tounes (10 assentos), a aliança de Reforma Nacional (16) e o Bloco Nacional (11) votaram para remover Ghannouchi.

Leia: Ennahda acusa Emirados de insuflar crise institucional na Tunísia

As quatro coalizões políticas atribuíram sua posição ao que classificaram como “decisões tomadas individualmente pelo presidente [da câmara], sem consultar o Gabinete Parlamentar [entidade maior da assembleia], ao emitir declarações sobre as relações exteriores da Tunísia que contradizem a orientação da diplomacia do país.”

Os blocos, contudo, não conseguiram angariar os 109 votos necessários, dentre o total de 217 assentos, para aprovar a moção.

O Bloco Livre Constitucional (16 assentos) também anunciou voto para remover Ghannouchi, resultando no total de 91 votos favoráveis, ainda abaixo da maioria requerida.

Na última sexta-feira (24), Ghannouchi declarou: “Estou seguro de que será um momento para renovar a confiança em mim como presidente do parlamento … não cheguei à presidência do parlamento sobre um tanque de guerra, mas sim via eleitoral.”

O Gabinete Parlamentar da Tunísia determinou que o voto seria secreto, sem deliberações ou debate público entre os congressistas.

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