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AP diz que construção de 3.500 novas unidades de assentamentos coloca a região em risco

Assentamento israelense na Cisjordânia. Em 19 de novembro de 2019 [Mosab Shawer /Apaimages]

A Autoridade Palestina (AP) condenou ontem a decisão israelense de construir 3.500 novas unidades de assentamento na área E1, enfatizando que isso prejudicaria a segurança na região, informou a Al Watan Voice.

Segundo Nabil Abu Rudeineh, porta-voz oficial do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, essa decisão entra no contexto das políticas israelenses com o objetivo de desestabilizar a região.

Ontem, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aprovou a construção de 3.500 novas unidades de assentamento na área E1, que fica entre Jerusalém Oriental ocupada e a Cisjordânia. Além de 46.000 novas unidades de assentamento, que serão construídas na Cisjordânia ocupada.

“Eu instruí as equipes de planejamento do ministério a preparar planos para expandir as comunidades na Judéia e Samaria [Cisjordânia ocupada]”, disse o ministro da Construção e Habitação, Yifat Shasha Biton, em declarações. “Atualmente, temos planos de construir 46.000 unidades habitacionais”, acrescentou.

Ele continuou: “Esse número aumentará três vezes após a implementação do Acordo do Século”.

Abu Rudeineh disse que “essas decisões foram resultado das políticas americanas tendenciosas com Israel”, enfatizando que estas levam a “violações perigosas do direito internacional”.

Ele também disse que essas decisões contestam a declaração do Conselho de Segurança da ONU, emitida na segunda-feira, que afirma que os assentamentos minam a solução de dois estados.

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