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Argélia apresenta disposição para sediar negociações entre as partes em conflito na Líbia

Presidente da Argélia Abdelmadjid Tebboune [Algérie Résumé des Infos/Facebook]

O Presidente da Argélia Abdelmadjid Tebboune afirmou neste domingo (19) que seu país está preparado para sediar o diálogo entre as partes em conflito na Líbia, a fim de encontrar uma solução política para a crise atual. Tebboune justifica este papel de mediador pois a Argélia apresenta relacionamento de neutralidade com ambas as partes.

O presidente argelino apresentou sua proposta em discurso na Conferência de Berlim sobre a Líbia, realizada no último fim de semana.

“A Argélia está disposta a permanecer com a mesma postura [de neutralidade] em relação a todas as partes do conflito”, reiterou Tebboune. “Desejamos construir pontes.”

Tebboune então fez um apelo aos participantes da Conferência para que estabeleçam um plano de ação para a crise, a ser imposto a ambas as partes. “Tal plano deve incluir uma trégua estável, a suspensão do fornecimento de armas às facções líbias e um convite para que retornem à mesa de negociações.”

Paralelamente à conferência realizada na capital alemã, o Presidente da Argélia encontrou-se com sua contraparte turca, Recep Tayyp Erdogan, e discutiu a situação na Líbia.

A Argélia decidiu envolver-se diplomaticamente nos eventos em curso no país vizinho. Recentemente, o estado argelino recebeu Fayez Al-Sarraj, chefe do Governo de União Nacional da Líbia, reconhecido internacionalmente, além de uma delegação do governo rival sediado em Tobruk, no norte do país. Também recebeu os ministros de Relações Exteriores da Turquia, Egito e Itália, além do primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte.

A Argélia exerceu um papel não-oficial de mediador entre as partes líbias no ano de 2015, antes de assinarem o chamado Acordo de Skhirat, no Marrocos, que estabeleceu o governo líbio atual. No entanto, em dezembro de 2017, o general líbio Khalifa Haftar, líder militar do governo dissidente em Tobruk, decidiu declarar nulo o acordo previamente assinado.

Diversas tentativas de chegar a um novo acordo entre as partes fracassaram reiteradamente. Desde abril de 2019, as forças de Haftar tentam capturar Trípoli, capital da Líbia e sede do Governo de União Nacional.

LER: A conferência de Berlim beneficiou todos, exceto os líbios

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