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Lorde britânico afirma que novo governo conservador abre oportunidades para lobistas pró-Israel

Stuart Polak, membro da nobreza britânica e político conservador, discursa na Câmara dos Lordes do Reino Unido [Youtube]

O Lorde Stuart Polak, veterano lobista pró-Israel em Westminster, relatou crer que o governo conservador recém-eleito do Boris Johnson representa uma oportunidade importante para avançar nos interesses de Israel entre os tomadores de decisão do Reino Unido.

Membro do Partido Conservador e presidente do grupo parlamentar Conservadores Amigos de Israel, o barão britânico concedeu entrevista ao grupo de mídia de direita JNS, após atacar em discurso na Câmara dos Lordes o que chamou de “rejeição” de Israel nos fóruns internacionais, como as Nações Unidas.

“Não tenho problema algum em legitimar as críticas quando são devidas, mas é preciso falar dessa obsessão com Israel. Essa rejeição ao estado judaico é errada, não-justificada e exerce um papel no crescimento cada vez maior do antissemitismo,” afirmou Polak à câmara em 7 de janeiro de 2020.

Em seu discurso, Polak ressoou uma reclamação habitual ao governo israelense, isto é, o pagamento feito pela Autoridade Palestina (AP) a prisioneiros mantidos nas cadeias de Israel e às famílias dos mortos pelas forças da ocupação. O político do Partido Conservador descreveu estas medidas como “salários a assassinos e homicidas”.

“Devemos descobrir um método pelo qual os pagamentos humanitários atendam a recipientes que precisam de nossa ajuda na sociedade palestina, ao mesmo tempo em que sirvam aos interesses dos contribuintes britânicos,” reiterou Polak.

Em sua entrevista subsequente à JNS, Polak alegou que a conquista de uma maioria substancial dos conservadores no parlamento britânica representa então o momento certo para avançar nas questões de seus interesses e “estabelecer uma agenda”.

“Meu discurso foi um sinal de que isso é prioridade para a comunidade pró-Israel,” declarou o parlamentar ao site de notícias.

Ainda durante seu discurso, Polak exaltou a legislação proposta pelo governo para combater o direito de boicote a companhias cúmplices das violações de direitos humanos cometidas por Israel nos territórios palestinos ocupados.

“A promessa do novo governo de legislar em oposição ao BDS [Boicote, Desinvestimento e Sanções] foi um começo e demonstra qual a posição do novo governo em relação a tais questões,” destacou Polak à JNS.

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