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Israel deve reabrir acordos econômicos com palestinos e discute mudanças

Shekels israelenses [foto de arquivo]

Israel concordou em discutir emendas aos acordos econômicos com os palestinos, informou o Globes, no contexto de um compromisso que permite a transferência de fundos para a Autoridade Palestina (AP).

Como parte dessa ação recente, que viu Israel transferir impostos para a AP coletados em nome desta, “Israel concordou em reabrir o Protocolo sobre Relações Econômicas, também conhecido como Acordos de Paris, com a [PA]”, relata o Globes.

A AP há muito tempo insiste que os Acordos de Paris – desde 1994 – devem ser renegociados. Entre outras questões, a AP está “exigindo a remoção de restrições aplicáveis às exportações palestinas para Israel e outros países e às importações na Autoridade Palestina”.

Citando uma “alta fonte palestina”, Globes relatou que “já existe acordo sobre uma série de mudanças importantes que permitirão à Autoridade Palestina avançar na direção da independência econômica”.

Depois de anos se recusando a reabrir o acordo, o governo israelense “recentemente consentiu em um compromisso iniciado pelo ministro das Finanças, Moshe Kahlon, com o apoio do estabelecimento de defesa”, explicou Globes.

A abordagem de Kahlon, apoiada pelas autoridades militares e de ocupação israelenses, é que o “silêncio” na Cisjordânia “é o resultado de uma situação econômica razoável e que uma economia palestina estável é do interesse de Israel”.

O novo compromisso também encerrou um impasse que começou em fevereiro, quando Israel implementou uma lei aprovada em julho de 2018, que estipula que as quantias pagas pela AP aos prisioneiros e suas famílias devem ser deduzidas unilateralmente dos impostos cobrados em nome dos palestinos.

Em resposta, o Presidente Mahmoud Abbas anunciou que a Autoridade Palestina se recusaria a receber qualquer receita tributária, que constitui cerca de 40% de todo o orçamento da Autoridade Palestina.

As autoridades israelenses – preocupadas “com o fato de o corte de recursos prejudicar a cooperação de segurança entre Israel e a Autoridade Palestina” – assim formularam um “compromisso”. Isso incluíu uma isenção sobre o consumo de combustível concedida à Autoridade, restaurando-lhe cerca de 400 milhões de dólares.

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