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EUA perdem bilhões em recursos militares para resposta ao Irã

28 de março de 2026, às 15h27

Aeronave militar dos EUA no Aeroporto Ben Gurion, no contexto de ataques ao Irã, em Tel Aviv, em 22 de março de 2026 [Nir Keidar/Agência Anadolu]

Bilhões de dólares em equipamentos militares dos Estados Unidos foram danificados ou destruídos desde 28 de fevereiro, para a resposta ao Irã, com mísseis e drones, a uma agressão coordenada entre o Pentágono e Israel.

As informações são do periódico americano The Wall Street Journal, em reportagem desta sexta-feira (27).

Perdas estimadas nas primeiras três semanas de confronto somam entre US$1.4 bilhão e US$2.9 bilhões, notou Elaine McCuster, ex-contadora do Pentágono, conforme pesquisa do American Enterprise Institute, think tank baseado em Washington.

Entre os incidentes citados, três jatos combatentes F-15 foram abatidos por um avião do Kuwait, em 1º de março, em aparente fogo amigo. Em 16 de março, jatos stealth F-35 se viram danificados ao ponto de realizar um pouso forçado. 

Uma colisão em pleno ar, entre duas aeronaves de reabastecimento KC-135, nos céus do Iraque, deixou seis tripulantes mortos. Cinco outros KC-135 foram danificados por mísseis iranianos na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.  

Ao menos uma dúzia de drones MQ-9 Reaper foram destruídos, incluindo vários abatidos no ar ou em terra. Disparos de Teerã danificaram ainda aeronaves e sistemas de radar em bases americanas na Arábia Saudita, Catar e Jordânia.

Um incêndio eclodiu no porta-aviões USS Gerald R. Ford, em 12 de março. O navio passa agora por reparos na Baía de Souda, na Grécia, segundo a Marinha americana.

O Pentágono solicitou orçamento adicional de US$200 bilhões, para, em parte, substituir equipamentos danificados. 

Até então, confirmou-se treze mortes entre soldados americanos, além de ao menos 290 feridos. Nesta sexta, contudo, seis mísseis balísticos e 29 drones feriram 15 soldados na base saudi-americana de Príncipe Sultan, cinco em “estado grave”.

Príncipe Sultan, a 96 km da capital Riad, é administrada pela Força Aérea Real saudita; no entanto, abriga tropas americanas.

Tensões regionais seguem em alta desde 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos lançaram uma agressão ao Irã, com ao menos 1.340 mortos até então. Teerã reagiu com drones e mísseis contra Israel e recursos americanos no Golfo, além de embargo militar à rota comercial estratégica do estreito de Hormuz.